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sábado, 27 de dezembro de 2014

Futuro da tecnologia: você está pronto para uma tatuagem eletrônica?

Futuro da tecnologia: você está pronto para uma tatuagem eletrônica?

Mike Elgan, Computerworld / EUA
21/03/2014 - 12h00
Grandes revoluções tecnológicas são precedidas por revoluções de materiais - e a tatuagem eletrônica está chegando com o desenvolvimento da eletrônica de flexíveis.
A Google está vendendo as operações da Motorola à chinesa Lenovo, mas guardou para si a cereja do sundae! A gigante de Mountain View manteve em casa a visionária equipe de pesquisa da Motorola, a Advanced Technology and Projects (ATAP), responsável por tocar uma lista de projetos de inovação que a empresa pretende materializar em produtos.
Um dos projetos já divulgados é o Project Ara, um telefone modular que poderia ser "fabricado" diretamente pelos consumidores por meio de impressoras 3D e especificações de código aberto que permitiria desenhar qualquer tipo de aparelho. A Google recentemente anunciou eventos de hardware em torno do projeto, que terá início em abril. A expectativa é que esse celular poderá ser comercializado já em 2015 por cerca de 50 dólares.
Mas a novidade é o projeto da Google sobre tatuagens eletrônicas. Como assim uma tatuagem eletrônica? Embora pareçam algo "ultrafuturístico", elas fazem sentido e são inevitáveis; estarão no mercado muito em breve. De fato, é quase certo que você vai testar uma dentro dos próximos cinco anos.
O que é uma tatuagem eletrônica?
Primeiro de tudo, é importante saber que elas não são tatuagens convencionais. Não há tinta, agulhas ou perfuração da pele. A razão pela qual elas são chamadas de "tatuagens" é porque elas são similares às tatuagens falsas, aqueles adesivos de pele que você encontra em pacotes de salgadinhos. 
O conceito por trás das tatuagens eletrônicas é simples. A ideia é criar um dispositivo eletrônico, geralmente algo com sensores, mais fino que uma folha de papel e mais flexível que um curativoadesivo  e que pode ser fixado na pele. O ingrediente secreto são os eletrônicos flexíveis. O principal benefício é que eles se tornam parte do corpo de uma forma não invasiva, sem dor e relativamente barata.
Elas funcionam exatamente como as tatuagens de brincadeira, só que sem água: geralmente vêm em um pedaço de plástico e, em contato com a pele, são esfregadas para que saiam do plástico, que é então retirado deixando apenas uma fina camada de fios de silício flexível colada no usuário.
Além dos sensores, a tatuagem pode recursos wireless de transmissão de dados, podendo não só enviar informações como também ser controlada por meio de um computador remoto ou smartphone.
Por que as tatuagens eletrônicas estão surgindo agora?
Quase todas as grandes revoluções tecnológicas são precedidas por uma revolução de materiais. Por exemplo, a revolução do computador deve o seu surgimento ao desenvolvimento de materiais semicondutores - incluindo o silício, que substituiu as válvulas por circuitos integrados cada vez menores.
A revolução da tatuagem eletrônica está chegando por conta do desenvolvimento da eletrônica de flexíveis miniaturizados. Há décadas tem-se trabalhado no desenvolvimento da eletrônica flexível. A maioria dos produtos eletrônicos de consumo, de telefones a câmeras digitais, contêm circuitos que são flexíveis, feitos com o objetivo de permitir a dobra de placas de circuito para que tudo caiba num espaço bem reduzido.
Nos últimos anos, tornou-se cada vez mais possível a criação de circuitos flexíveis que podem rolar, esticar e, mais importante, dobrar repetidamente sem falhar.
Para quê servem as tatuagens eletrônicas?
Os pesquisadores imaginam todo o tipo de aplicações médicas para tatuagens eletrônicas. Por exemplo, termômetros extremamente precisos que podem controlar pequenas oscilações na temperatura do corpo e disparar alarmes quando o nível estiver acima ou abaixo de um limite definido. Por serem tão finos e flexíveis, os termômetros poderiam ser usados por meses.
Dentro de alguns anos, é provável que uma única tatuagem barata seja colada ao peito de um paciente ou até mesmo no de um bebê recém-nascido para monitorar uma ampla gama de sinais vitais, incluindo frequência cardíaca, estado nutricional, temperatura corporal, hidratação e taxa de respiração.
É aí onde a maioria de nós irá encontrar tatuagens eletrônicas. A tecnologia irá iniciar com usos principalmente médicos e provavelmente se tornará algo comum na área da saúde, para em seguida evoluir para um estilo cyborg, fundindo a carne humana com sensores eletrônicos e de comunicação.
A Google, por exemplo, possui patentes específicas para uma tatuagem eletrônica que funciona como um detector de mentiras. Há também uma tatuagem para garganta, que transmite sons do órgão para um smartphone ou outro dispositivo conectado. Essa ideia pode ser realmente útil se usada como um microfone para falar em um ambiente barulhento, por exemplo.
Outra empresa chamada Electrozyme faz tatuagens eletrônicas com foco em desempenho atlético. 
Elas podem medir os níveis de lactato, que mostram o nível de fadiga muscular e também podem detectar valores de pH sobre a pele, que mostra os níveis de hidratação, além de outras métricas de valor para atletas. Imagine toda uma equipe profissional de futebol vestindo esses apetrechos e uma equipe médica monitorando os sinais vitais para fazer recomendações ao treinador e evitar cansaço e lesões.
Tatuagens eletrônicas são os mais novos computadores vestíveis. Não há como dizer o que um pedaço de eletrônico preso ao seu corpo e conectado a um smartphone pode fazer, uma vez que os desenvolvedores de aplicativos começarão a se envolver com esses projetos.
A verdadeira revolução é a eletrônica flexível
O fato surpreendente sobre as tatuagens eletrônicas é que elas são apenas um subproduto da revolução eletrônica flexível, que permitirá outras coisas boas.
Uma delas será a roupa inteligente. Serão calças, sapatos, camisas e jaquetas com computação vestível. O chefe do Google para Android, Sundar Pichai, usou recentemente o exemplo de uma "jaqueta inteligente" ao falar sobre as possibilidades do kit de desenvolvimento de software wearables que ele estava anunciando.
A eletrônica flexível permitirá a existência de dispositivos flexíveis - o primeiro grande exemplo é o smartphone curvo da LG, o Flex. Mas podemos esperar dispositivos comuns que, quando abertos, formam uma tela contínua em ambas as metades.
Haverá outros usos para eletrônica flexível, mas um dos maiores feitos será a tatuagem eletrônica. É uma ideia que estará entre nós em breve - e chegará para ficar.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Fotografia de 1926 mostra casal usando 'bastão de selfie'

Fotografia de 1926 mostra casal usando 'bastão de selfie'

Acessório do momento é visto em foto de 88 anos atrás feita por britânico.
Neto do casal diz que avô nunca comentou nada sobre o bastão.

Do G1, em São Paulo
Fotografia de 1926 mostra casal britânico usando 'bastão de selfie' para fazer autorretrato (Foto: Reprodução/Daily Mail/Alan Cleaver)Fotografia de 1926 mostra casal britânico usando 'bastão de selfie' para fazer autorretrato (Foto: Reprodução/Daily Mail/Alan Cleaver)
Uma fotografia publicada pelo jornal britânico "Daily Mail" mostra um casal usando o popular "bastão de selfie", um dos acessórios mais desejados do momento, para fazer um autorretrato... 88 anos atrás. A foto é datada de 1926 e foi encontrada por Alan Cleaver, neto dos personagens da foto, em um álbum de sua família.
A foto, que tem quase 90 anos (ela foi feita em outubro de 1926), mede cerca de 5 cm e tem a inscrição "tirada por mim". De acordo com Cleaver, seu avô não fez muitas fotografias enquanto era vivo, "mas ele começou a tirar várias após se casar na década de 1920. Nós temos alguns álbuns de fotos daquela época e a maioria é bem entediante, mas então encontramos esta na parte de trás. Ele obviamente estava tentando algo novo".
Cleaver diz que seu avô nunca falou nada sobre o seu "bastão de selfie". "Eu não tenho ideia de como ele usou isso. Vários especialistas em fotografia discutiram sobre o que ele estaria fazendo. As câmeras daquela época funcionavam com o botão de disparo no lado do aparelho. Ele provavelmente estava usando o bastão para segurar a câmera na posição".
Os "bastões de selfie" ganharam bastante popularidade no último ano, no Brasil e no mundo. A revista "Time", inclusive, chegou a nomeá-lo como uma das maiores invenções de 2014.