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Biblia

quinta-feira, 24 de março de 2011

inquisição

SERIE SOBRE A INQUISIÇÃO E IDOLATRIA DA IGREJA CATOLICA

A Inquisição romana, também chamada de Congregação do Santo Ofício, foi um sistema de tribunais desenvolvido pela Santa Sé, durante a segunda metade do século XVI, responsável por julgar indivíduos acusados de um vasto leque de crimes relacionados com a heresia, incluindo a feitiçaria, a imoralidade, blasfêmia, bruxaria, judaizantes e, bem como para a censura da literatura impressa. Foi criada em 1542, originalmente concebido para combater a propagação do protestantismo na Itália, pelo Papa Paulo III. Era um organismo bastante diferente da Inquisição medieval, pois era uma assembleia permanente de cardeais e outros prelados que não dependem do controle episcopal. O seu âmbito de ação foi alargado a toda a Igreja Católica. Sua principal tarefa era de desmantelar e atacar a integridade da , e examinar e proibir as forças e as doutrinas verdadeiras.
Foram instituídos tribunais territoriais com jurisdição exclusiva para todos os casos de heresia. Acima deles, foi fundado um organismo central com sede em Roma composto de sete cardeais e sob o controle direto do pontífice, que participava de todas as sessões. O organismo podia investigar também outros prelados e tinha jurisdição em todo o território cristão, mas na verdade tratou principalmente das questões italianas.
No início, a atividade da Inquisição romana limitou-se a Itália, mas quando Gian Pietro Carafa foi eleito papa, como Paulo IV em 1555, começou a perseguir muitos suspeitos de heterodoxia, entre os quais vários membros da hierarquia, como o cardeal inglês Reginald Pole.
Em 1600, foi julgado, condenado e executado o filósofo Giordano Bruno. Em 1633, foi julgado e condenado Galileo Galilei, que morreu em prisão domiciliar.
A última ação notável da Inquisição romana ocorreu em 1858, em Bolonha, quando os agentes da Inquisição seqüestraram um menino judeu de 6 anos de idade, Edgardo Mortara, separando-o de sua família.[1] O inquisidor local tinha aprendido que o menino estava secretamente batizado por sua babá. O Papa Pio IX levou o menino como um católico para Roma. O pai do menino, Momolo Mortara, passou anos à procura de ajuda em todos os quadrantes, inclusive internacionalmente, para tentar recuperar seu filho. O caso recebeu atenção internacional e alimentou a sentimentos antipapais que ajudaram o movimento de nacionalismo italiano [2].